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quarta-feira, abril 21, 2004

Zapatero, a Esquerda e a Europa

Apesar de as promessas eleitorais de Zapatero, provavelmente, não alterarem o modo de agir do trágico Osama Bin Laden, há muitos europeus que se regozijam pelo facto de um dos apoiantes da Guerra do Iraque ter sido "varrido do poder".
Contudo, dentro dos europeus, é necessário distanciar duas linhas argumentativas possuidoras e com objectivos diferentes. De um lado, estão todos aqueles que desejam conquistar a paz no mundo de uma forma irracional, os pacifistas "de café" (entre esses pacifistas incluem-se a esquerda festiva, a esquerda totalitária e grande parte do povo, do cidadão anónimo). Diga-se que, estes pacifistas querem a paz, o desenvolvimento económico e a felicidade humana a cobrir todo o planeta, tal como qualquer indivíduo deve desejar. Porém, poucos são os "pacifistas" ,possuidores da razão, que têm propostas e alternativas credíveis para concretizar o projecto de tal utopia inatingível. Acrescente-se que, é deveras difícil dar credibilidade a certo tipo de pessoas que se dizem contra o poder opressor americano e que defendem, ao mesmo tempo, governos como o de Kim Jong-Il, que abandonam o seu povo à miséria e à fome.
Divagações à parte, para além da alegria da esquerda festiva e antiamericana, há ainda o contentamento dos eurocratas pela subida ao poder de Zapatero em Espanha. Se, os primeiros baseiam-se num niilismo profundo, os últimos sentem que Zapatero é a derradeira oportunidade de surgir uma constituição europeia numa União Europeia cada vez mais centralizada.

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