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segunda-feira, março 15, 2004

"Viva La muerte"

Nunca gostei de manifestações. A mais recente manifestação em Espanha (aquela de protesto contra o Governo) talvez não tenha passado de um ajuntamento popular. No fundo, nenhuma manifestação é mais do que um ajuntamento popular, mesmo que seja um ajuntamento à escala global.
A razão pela qual eu sinto uma profunda repugnância para com qualquer tipo de manifestação deve-se ao profundo irracionalismo das massas. Ao irracionalismo e à forma como o expressam. Dando um exemplo, nas eleições de ontem poucos foram os espanhóis que se lembraram que foi o PP de Aznar colocou a Espanha entre os "grandes da União Europeia" (seja lá o que isso for). Preferiram chamar-lhes mentirosos.

Contudo, o irracionalismo não se iniciou nem morrerá na Espanha.
A falta de racionalidade começou com o surgimento do Homem. Dir-se-ia que, o irracionalismo é uma pulsão inata do Homem. Isso pode ser comprovado através de vários exemplos. O primeiro, e o mais óbvio, é o comunismo que ainda continua a seduzir muitas mentes com uma ideologia assassina, que consiste, redutoramente, na falsa entrega de poder ao indivíduo comum. Depois, poderia, se tivesse outra disposição, avançar para a questão do fascismo italiano (que é sempre um lugar-comum). Porém, o exemplo que julgo mais demonstrativo do irracionalismo, prende-se com a questão do antiamericanismo (quando falo de antimericanismo, não me refiro somente ao ódio ao presidente Bush. Talvez seja um ódio para com o conservadorismo, mas nunca se poderia ficar pelo presidente Bush.Já Ronald Reagan deveria ser comparado com macacos, como é Bush).
O antiamericanismo faz parte da mentalidade colectiva. É usado sem reservas nem pudores. Qualquer estudante universitário que se preze, e que fume haxixe, tem de falar mal das políticas americanas. Até já ouvi dizer, na minha ilustre faculdade, que os imigrantes americanos são abandonados à morte, caso estejam doentes.
Ora, depois dos,até agora anónimos, ataques terroristas em Madrid as massas não exitaram em associar José Maria Aznar às políticas criminosas de Bush, clocando Bush em pé de igualdade moral com os terroristas.

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