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quinta-feira, março 25, 2004

O Encontro

Acordo para o vazio no fim de uma tarde indolente. Abro os olhos e vejo-me entrar numa realidade distante. O meu corpo cansado está deitado a observar o andar apressado de algumas criaturas ansiosas.
Entro em mim. Sinto o silêncio que me rodeia. Abro uma janela. Um rasgo de luz encandeia-me o olhar. De repente, tudo à minha volta transfigura-se. Num momento de loucura, tento fugir daquele quarto moribundo. Porém, não me consigo mover. Todo aquele oxigénio que me enfurece concentra-se em torno da minha cabeça, o que me deixa exausto.
Coonsigo escapar das garras da modorra. Fujo por entre casas e casebres numa correria indefinida, como se todo o mundo me quisesse abater.
Volto a sentir o silêncio. Posso finalmente descansar o meu pânico enraivecido. Contudo, há um cheiro conhecido que se aproxima, uma gota de sangue que cai no chão. Sinto-me encurralado. Mas, quando tudo indica que estes são os últimos minutos de uma vida monótona, ouço: "nada nos pode salvar".

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