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segunda-feira, março 08, 2004

A Esmeralda por recuperar

Acabei de ler um texto de Ignacio Ramonet. Nunca faria tal coisa por simples prazer.
De forma geral, Ramonet não escreveu uma só palavra que me surpreendesse. Pelo contrário, as suas palavras pareciam gastas e perdidas. Porém, não posso generalizar todo o texto da estrela cadente de "Le Monde Monde Diplomatique". Na realidade, há alguns aspectos positivis a salientar desse texto. Uma das coisas que me agrada no texto, é a forma como I.Ramonet consegue criticar com alguma clarividência o reaparecimento da direita dura, ou da extrema direita (o "nacional populismo) em alguns países da Europa Ocidental, tais como a Itália, a Suiça, a Dinamarca e, para grande surpresa minha, Portugal.
Contudo discordo com quase todo o resto do texto. Basicamente, discordo com o que tem que ver com as criticas à globalização, à direita e à esquerda.
Ramonet exibe, ao longo do texto, uma preocupação exacerbada para com o meio ambiente e para com o futuro da Humanidade. Seria compreensível e, até, de saudar tão grande preocupação se ela não apontasse o dedo aos culpados pela funesta globalização ("a globalização é a pilhagem à escala planetária"): à Tríade (constituída pelo Japão, União Europeia e pelos Estados Unidos).
Acrescente-se ainda que, Ramonet faz referência a um ano fulcral para a, por si chamada, "2ª revolução capitalista", 1989 (fim da Guerra Fria). Esta data é importantíssima para o surgimento da social democracia, no que se refere à sua chegada ao poder. Este aparecimento da social democracia trouxe, nas palavras de Ramonet as privatizações e o mercado.

Com efeito, Ramonet também tece criticas à esquerda. Mas, a verdade é que essas criticas são feitas com a intenção de vanglorizar a própria esquerda e também com a intenção de lhe traçar o futuro.

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