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domingo, fevereiro 15, 2004

"O MORTO"# Divagação

O morto não é uma simples personagem inventada pela minha ignóbil imaginação. O morto é um pobre cadáver adiado que vagueia pelas ruas de Lisboa com um livro revolucionário na algibeira. Por questões morais, nunca chamaria aquele pobre velhote de "morto". Não se diz. Mas, de facto, é como ele é conhecido pelas redondezas. De certa forma, aquele falso defunto vai-se arrastando pela minha memória farta de rancidez.
Acredite o leitor que, depois de uma noite de indolência alcoólica, existem poucas coisas no mundo que assustem mais do que aquelas manchas azuladas que contornam os seus olhos. Digo mais, o susto torna-se mortífero quando se vê esse ser infeliz em todas as esquinas.

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