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domingo, fevereiro 22, 2004

Coisas do eterno Carnaval

Ontem fui beber um café com um imberbe estudante de Direito (mas não é o meu amigo imberbe). Às tantas o rapaz começa a falar do presidente dos Estados Unidos. Por momentos, pensei que seria uma conversa engraçada, até porque o rapaz estuda Direito e gosta de política. Mas, quando dei por mim, já estavam três intelectualóides (incluindo ele) a fazer o funeral do homem. Sinceramente, não me choquei muito com as parolices que se iam dizendo sobre George W.Bush, já que estou habituado a este género de coisas. Mas, faz-me sempre confusão ouvir os apologistas da ONU e do Direito Internacional. Eu, calmamente, lá ia dizendo que a ONU representa a "anarquia internacional"(ao estilo de Camus), na qual cada país faz o que bem lhe entende e que teria de haver uma reforma qualquer, de forma a que essa organização internacional se adaptasse ao poder hegemónico dos Estados Unidos. Disse ainda, que os EUA poderiam vir a criar uma instituição independente da ONU se as coisas continuarem como estão. A verdade é que ninguém me ouviu. Todos falavam da "estupidez do Bush" (acho que um dos colegas relacionou Bush com um macaco) e da falta de humanismo americana. Nem me vou alongar muito com isto, nem sequer vou voltar a dar a minha opinião sobre o assunto, até porque já muito se falou sobre isto. Contudo, há coisas que nunca vão mudar. Mas, tenho esperança que esta tenha sido apenas uma piada de Carnaval e que na próxima semana eles venham falar-me de coisas sérias.

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