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terça-feira, janeiro 13, 2004

Old letter

Não acredito que a esquerda ainda pense num domínio cultural e político da sociedade portuguesa, pelo menos nos próximos anos . Talvez seja por isso que não compreendo muito bem os constantes discursos proféticos e arrogantes que tenho ouvido ao longo dos últimos tempos. Sente-se uma presunção de inteligência por toda a esquerda, desde a mais moderada à mais extremista. No entanto, a esquerda tem hoje um desgaste “cultural” que nem está (muito) relacionado com os mais recentes mediatismos. Dando um exemplo, poucas devem ser as pessoas a dar alguma credibilidade ao desfasado socialismo, ou até ao longínquo marxismo.
A ideia de perseguição e a ideia de martírio (lembremo-nos da famosa tese da cabala orquestrada contra o PS) conspurcam os poros da maior parte dos esquerdistas. De todos eles. Porém, não é o taxista revoltado contra o sistema que me fascina, já que o sistema tanto pode ser criado por um governo de esquerda ou de direita, dado que a contestação é a mesma. Acrescente-se que o nível de contestação aumentará se os diferentes governos exigirem algum sacrifício por parte do cidadão comum. O taxista não influencia ninguém, limita-se a representar o irracionalismo que se encontra instalado nas massas. É o político que diz que é perseguido, difamado e caluniado que me enche o espírito de alegria, depois de um dia cansativo.
À mania da perseguição, junta-se um repertório de criticas ao “manto negro” conservador que traria muitas desgraças à Nação, aos amigos do Pentágono e aos políticos que esbanjam o dinheiro do contribuinte sem efeitos práticos. Até poderá haver alguma verdade em certas criticas. Contudo, não se pode esquecer que a esquerda falhou em todas as suas variantes, do socialismo ao comunismo. Nenhuma foi boa para o mundo.

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