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sábado, janeiro 10, 2004

Nota:
Antes de mais queria agradecer ao meu amigo Bruno Alves, do Desesperada Esperança, por ter completado o meu post anterior com tanta destreza. Devido a um problema que tive, não pude fazer algo mais decente.


O idealismo *

O idealismo, geralmente, nega que o saber consiga atingir realidades exteriores ás nossas representações, isto é, o objecto do saber não é uma realidade independente mas algo imanente ao sujeito.
A corrente empirista representada por John Locke ilustra bem a posição idealista acerca do saber. É conhecida pelo nome fenomenalismo. Para o fenomenalismo o saber consiste em ligar impressões sensíveis entre si não atingindo nunca uma realidade independente delas. Para os empiristas britânicos o ponto de partida é a experiência, cujo conteúdo depende do funcionamento dos nossos sentidos. Por intermédio dessas sensações não captamos a realidade. O saber só pode copiar e elaborar o que é dado. Conhecemos ligando as experiências a outras experiências, impressões sensíveis a outras impressões sensíveis.
Num certo sentido, para Locke, o objecto conhecido é apenas representação. Porém, existem coisas independentes da consciência, embora não as conheçamos. Não conhecemos o ser das coisas, conhecemos apenas o que a experiência sensorial nos dá.
Ao contrário de uma visão baseada no senso comum, o empirista não confunde os dados dos sentidos com a realidade, porque tais dados dependem da constituição dos nossos sentidos. Se os nossos sentidos fossem diferentes, a realidade aparecer-nos-ia de modo diferente.

*para o influenciável Ricardo R.


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